Jim e as mulheres do primeiro filme: "inesquecível"
Com “American Pie: O Reencontro”, a família de East Great Falls volta às telonas com tudo após um hiato de dez anos, desde “American Pie: O Casamento”. Nesse período foram outros quatro filmes que tentaram reviver o espírito da série sem nenhum sucesso e vieram para o Brasil direto para DVD. A sequência desse ano, com os mesmos personagens da trilogia original, é mais bem trabalhada e foca no que os produtores queriam: não um filme para adolescentes, mas as aventuras da série para seus fãs da época.
“American Pie” faz parte de um seleto grupo de filmes clássicos para adolescentes dos anos 90 como “Teenagers – As Apimentadas”, “10 Coisas que Eu Odeio em Você” e “As Patricinhas de Beverly Hills”, hoje consagrados nas “Sessões da Tarde”. É uma geração que quis apostar no que “Clube dos Cafajestes”, “A Primeira Noite de um Homem” e “O Clube dos Cinco” representaram para os anos 60/70/80. São filmes que falam de jovens para jovens com temáticas como universidade, perda da virgindade, sexo e festas. Sempre focado no quão estranha pode ser essa fase da vida.
As tramas nunca foram impecáveis ou dotadas de muita surpresa, mas sempre quiseram fazer seus fãs se identificarem na tela. “American Pie: A Primeira Vez é Inesquecível” inaugura essa nova fase sexual-jovem no cinema, que pode ser fechada com “American Pie: O Reencontro”, que até abre perspectivas para novas sequências, mas a impressão é de que eles só farão um novo filme caso esse último lucre nas bilheterias ou se algum roteirista ou produtor apareça com uma história que valha a pena.
Nesse embalo, relembre todos os filmes da série:
“American Pie: A Primeira Vez é Inesquecível”
É a história de Jim, Finch, Oz e Kevin tentando achar uma maneira de perder a virgindade. Por ora eles se contentavam com revistas de mulheres nuas até começarem algumas experimentações, como, bom, uma torta de maçã. O filme também se reinventa com Nadia, uma europeia que faz um show particular para Jim e para todos do colégio via webcam. O saldo é desastroso para o protagonista, sempre se metendo em alguma trapalhada. No fim, a famosa “festa do Stifler” resolve os problemas dos protagonistas. É também o primeiro encontro de Finch com a mãe de Stifler. E também a primeira aparição da meia.
“American Pie 2: A Segunda Vez é Ainda Melhor”
Depois de um ano separados, Jim, Finch, Oz, Kevin e Stifler se reencontram nessa aventura mais madura. Os protagonistas vão para outra cidade para repetir a dose da “festa do Stifler”. Jim reencontra Michelle e a turma da banda, com quem tenta experimentações sexuais para provar para Nadia, que volta a aparecer, do que ele é capaz. É também o filme com a cena das lésbicas na casa que os amigos pintam, quando Stifler beija Jim implorando por um beijo das garotas. Jim também tem um momento memorável com, bem, um tubo de Super Bonder. Aos poucos os protagonistas se apaixonam pelas “primeiras”. É também o segundo encontro de Finch, o tântrico, com a mãe de Stifler.
“American Pie 3: O Casamento”
Jim e Michelle finalmente sobem ao altar após um pedido de casamento um tanto inusitado em um restaurante. Stifler e Finch disputam o coração, e a noite, com uma prima de Michelle e a turma continua aprontando das suas. Na busca pela despedida de solteiro perfeita, Stifler, Kevin e Finch tentam se aproveitar de uma policial e uma faxineira (ambas strippers) e acabam atrapalhando o jantar de Jim com os sogros. Cenas com cachorro, com cocô de cachorro e com depilação pubiana são o auge da fita. Stifler se reinventa no casamento e sua mãe... Ah, Finch!
“American Pie: Tocando a Maior Zona”
É o primeiro dos não-oficiais e só conta com o pai de Jim do elenco principal. O filme gira em torno do irmão mais novo de Stifler, Matt. Dono de muitas confusões no colégio, ele é mandado para o acampamento de bandas e lá resolve ser Stifler colocando câmeras no banheiro feminino, criando encrencas com uma ex-amiga e se apaixonando por um... trompete. É fraco e previsível, mas garante algumas risadas. É quando a série cai no lugar-comum.
“American Pie: O Último Stifler Virgem”
Erick, primo de Stifler, entra em cena. Após matar a avó com uma ejaculação, o garoto entra no colegial e se junta à turma da classe BETA, que terá que derrotar os anões em uma competição interna. Bebedeiras, festas e a famosa “Milha Nua” fazem parte dessa pérola sem sentido para existir. No final, novo romance piegas.
“American Pie: Caindo em Tentação”
Erick Stifler agora está na faculdade e precisa se tornar um BETA junto de seus amigos. Eles partem para todas as aventuras possíveis e imagináveis (um “Jackass” bem mal feito) e depois disputam uma competição com a fraternidade nerd, que agora chama mais a atenção das garotas pela riqueza. A competição é muito chata e até sexo com ovelhas entra na história. É o terceiro filme direto em DVD e mais uma enganação alongada. E moralista, ainda por cima. Sem Finch, sem mãe do Stifler.
“American Pie: O Livro do Amor”
Agora não temos Stifler e a história gira em torno de três jovens que encontram um “Livro do Amor”, que é uma suposta “Bíblia do Sexo”. Tudo o que eles querem é correr atrás do autor, o pai de Jim (que está presente em todos da série), para reescrever o livro e se tornarem parte dessa “maior experiência sexual do século”. O filme peca em tudo. Cai no amor e é mais chato que “Zorra Total”.
“American Pie: O Reencontro”
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